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Ex. Presidente Jacob Zuma Liberto

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O ex-Presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi colocado em liberdade condicional médica. O Departamento de Serviços Correccionais diz que a decisão de conceder liberdade condicional médica a Zuma foi tomada em virtude de um relatório médico que recebeu. Acabou!

Isto é que é África! Ninguém prende um tubarão. Há sempre espaço para manobras. Os sul-africanos saquearam lojas, pilharam bens alheios em nome de protestos contra a prisão de Zuma. Em menos de dois meses volta para casa, mas os danos causados à economia ainda são visíveis. O país ainda está a soçobrar e para se reerguer vai levar uma porrada de tempo.

Em toda África é assim mesmo. Os eventos podem até ser diferentes no conteúdo, mas são iguais na forma. Aqui, no nosso caso, já tivemos e continuamos a ter casos que pelo menos deviam nos arrepiar. O caso do ex-ministro Manhenje, o caso Aeroportos de Moçambique envolvendo Diodino Cabanza, o caso de Setina Titosse, o caso de Helena Taipo, e mais recentemente, o caso Embraer e o que está em julgamento ali na BO.

As elites, quais aves de rapina, não ficam na prisão. Prisão é para o povão. Aliás, o povo nasceu já preso. Nem sempre a prisão significa grades e guardas com molhos de chaves a libertarem um barulho ensurdecedor. Prisão é isto: não ter o que comer. Não ter paracetamol. Andar no My Love. Não ter esperança de nada, porque a Frelimo derrubou-a com um golpe de machado. Não ter passado nem presente e muito menos futuro. Ser um morto-vivo. Moer com os pés descalços os cacos que a Frelimo atira à estrada que o povo calcorreia.

O povo não sonha. Quem sonha viola os grilhões que o prendem. Levanta-se. Luta. Mesmo que seja contra um exército tipo aqueles mil ruandeses que estão em Cabo Delgado. Ainda mais o nosso exército fraco que levou três anos só para recuperar Mocímboa da Praia…

Quem faz os ladrões que temos é o povo. É cúmplice. Não reage. Dorme. Reivindica tudo em surdina. Não existe rei sem súbditos. O Presidente não é melhor do que o povo que o elegeu. Mas o pobre povo ainda não percebeu que manda. Se amanhã disser que o Presidente que temos deve abandonar o conforto do palácio, assim será. Se quiser, acima de tudo, que haja uma governação transparente, saudável; que os bens públicos sejam respeitados por todos, que haja divisão equitativa das riquezas do País, assim será. O querer do povo é sagrado!

Fonte: Justiça Nacional

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